O IBGE divulgou hoje a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que apontou queda de 1,8% na produção industrial em junho frente a maio, na série com ajuste sazonal, segundo recuo consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior. O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, que projetava queda de 0,9%. Na comparação com junho de 2025, contudo, a indústria avançou 1,7%, após variação de 0,2% em maio.
Na abertura por grandes categorias, todos os quatro segmentos recuaram no mês: bens de capital (-1,1%), bens intermediários (-1,1%), bens de consumo duráveis (-3,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (-4,1%). Entre as atividades, 16 dos 25 ramos pesquisados apresentaram quedas. As influências negativas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,9%), produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%), outros equipamentos de transporte (-8,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e indústrias extrativas (-0,6%).
Em contrapartida, entre as nove atividades que mostraram avanço na produção, celulose, papel e produtos de papel (5,4%) exerceu a principal influência na média da indústria e marcou o terceiro mês consecutivo de expansão, período em que acumulou crescimento de 7,3%. Vale destacar também os impactos positivos registrados pelos setores de impressão e reprodução de gravações (20,2%) e de metalurgia (1,4%).
Na comparação trimestral, a produção industrial avançou 1,5% no segundo trimestre de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.
Com o resultado, o setor registrou expansão de 1,5% no acumulado do ano até junho, enquanto em 12 meses acumula alta de 0,7%.




