O IBGE divulgou hoje o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, que registrou alta de 0,07%, uma desaceleração de 0,09 ponto percentual em relação ao avanço de 0,16% observado em junho.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta no mês. Habitação liderou, com variação de 0,99% e impacto de 0,15 ponto percentual, acelerando frente aos 0,63% de junho. O resultado foi puxado pela energia elétrica residencial, que subiu 3,09% em julho e respondeu pelo principal impacto individual do índice (0,13 p.p.).

Em seguida veio Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,40% e contribuição de 0,05 ponto percentual. O avanço refletiu altas de artigos de higiene pessoal (0,64%), com destaque para perfume (1,04%), e plano de saúde (0,42%), cuja variação reflete os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Por outro lado, o principal destaque negativo foi de Alimentação e bebidas, com recuo de 0,67% e impacto de -0,15 ponto percentual, puxado pela queda de 1,14% na alimentação no domicílio. As maiores  quedas vieram do tomate (-29,09%), principal impacto negativo (-0,10 p.p.) no resultado do mês, da batata-inglesa (-19,59%), da cenoura (-14,41%) do e café moído (-2,45%). Já entre as altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%). A alimentação fora do domicílio, por sua vez, acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,01%, 0,15 ponto percentual abaixo do resultado de junho (0,14%). Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,10%, ante 4,33% no período de 12 meses imediatamente anterior.

No acumulado do ano, o IPCA soma alta de 3,44%. Em 12 meses, o índice ficou a 4,44%, abaixo dos 4,64% dos 12 meses imediatamente anteriores.

    

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