O IBGE divulgou hoje o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, que registrou alta de 0,82%, uma aceleração de 1,14 ponto percentual em relação à queda de 0,32% observada em agosto.
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês. Habitação liderou, com a maior variação (2,31%) e o maior impacto (0,35 ponto percentual). O resultado foi puxado pela energia elétrica residencial, que subiu 7,98% com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, e respondeu pelo principal impacto individual do índice (0,32 p.p.). A bandeira tarifária amarela segue em vigor.
Transportes também teve peso relevante, com alta de 0,89% e contribuição de 0,18 ponto percentual, refletindo o avanço de 9,66% nas passagens aéreas e de 1,41% nos combustíveis, com altas em todos os itens: etanol (3,16%), óleo diesel (1,69%) e gasolina (1,21%).
Alimentação e bebidas subiu 0,83% (0,18 p.p.), após três recuos consecutivos, puxada pela alimentação no domicílio (0,96%), com destaque para as altas de tomate (37,76%), batata-inglesa (24,07%), cebola (10,14%), arroz (4,56%) e carnes (0,63%). Entre as quedas, destacam-se frango inteiro (-1,96%), frango em pedaços (-1,41%) e frutas (-1,12%). A alimentação fora do domicílio, por sua vez, acelerou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro, com a refeição saindo de 0,18% para 0,49% e o lanche desacelerando de 0,62% para 0,47%.
Os demais grupos também apresentaram alta, ainda que com impactos menores: Vestuário (0,71%), Comunicação (0,64%), Artigos de residência (0,27%), Despesas pessoais (0,26%), Saúde e cuidados pessoais (0,08%) e Educação, a menor variação do mês (0,04%).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,82%, 1,14 ponto percentual acima do resultado de agosto (-0,32%). Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,29%, ante 3,98% no período de 12 meses imediatamente anterior.
No acumulado do ano, o IPCA soma alta de 3,95%. Em 12 meses, o índice ficou em 4,58%, acima dos 4,22% dos 12 meses imediatamente anteriores.




