O IBGE divulgou hoje o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de outubro, que registrou alta de 0,32%, uma desaceleração de 0,38 ponto percentual em relação ao avanço de 0,70% observado em setembro.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta no mês. Alimentação e bebidas liderou, com a maior variação (0,88%) e o maior impacto (0,19 ponto percentual). O resultado foi puxado pela alimentação no domicílio, que subiu 1,01%, acelerando frente aos 0,38% de setembro, com destaque para as altas de tomate (24,54%), cebola (13,63%), batata-inglesa (10,96%) e arroz (5,80%). Entre as quedas, destacaram-se cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%). A alimentação fora do domicílio também acelerou, de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro, com a refeição saindo de 0,38% para 0,61% e o lanche, de 0,44% para 0,66%.
Em Despesas pessoais (0,55% e impacto de 0,06 p.p.), os destaques foram cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%).
Transportes variou 0,05%, com os combustíveis acelerando de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro, puxados pelas altas do óleo diesel (3,70%), do etanol (2,73%) e da gasolina (0,92%). Por outro lado, o recuo de 9,24% nas passagens aéreas exerceu o principal impacto negativo do mês (-0,08 p.p.).
Habitação, por sua vez, recuou 0,10% (impacto de -0,02 p.p.), após a alta de 2,07% em setembro. A energia elétrica residencial passou de 7,42% para -0,89%, com a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, sem cobrança adicional na conta de luz.
Os demais grupos pesquisados tiveram alta, com impactos menores: Vestuário (0,53%), Comunicação (0,43%), Artigos de residência (0,28%), Saúde e cuidados pessoais (0,15%) e Educação, a menor variação positiva do mês (0,09%).
No acumulado do ano, o IPCA-15 soma alta de 4,15%. Em 12 meses, o índice ficou em 4,62%, acima dos 4,47% dos 12 meses imediatamente anteriores.




