O IBGE divulgou hoje a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que apontou queda de 1,2% na produção industrial em dezembro frente a novembro, na série com ajuste sazonal, queda mais intensa desde julho de 2024 (-1,5%). Na comparação com dezembro de 2024, contudo, a indústria avançou 0,4%, interrompendo dois meses consecutivos de taxas negativas: novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,5%).
Na abertura por grandes categorias, todos os quatro segmentos recuaram no mês: bens de capital (-8,3%), bens de consumo duráveis (-4,4%), bens intermediários (-1,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,7%). Entre as atividades, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,7%), produtos químicos (-6,2%) e metalurgia (-5,4%). Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,2%), produtos de minerais não metálicos (-6,6%), máquinas e equipamentos (-4,6%), produtos têxteis (-9,0%), produtos de borracha e de material plástico (-2,2%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%). Em contrapartida, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,4%) exerceu o principal impacto na média da indústria e interrompeu três meses seguidos de recuo, período em que acumulou perda de 5,0%. Destacam-se ainda os resultados positivos de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,7%) e das indústrias extrativas (0,9%).
Na comparação trimestral, a produção industrial recuou 0,5% no quarto trimestre de 2025 frente ao mesmo período do ano anterior.
Com o resultado, o setor registrou expansão de 0,6% no acumulado do ano.




