O IBGE divulgou hoje o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou alta de 0,67% em abril, retração de 0,21 ponto percentual em relação a março (0,88%). O resultado foi influenciado principalmente pela alta nos alimentos e remédios.

Entre os 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, todos registraram alta em abril. Alimentação e bebidas liderou com alta de 1,34% e impacto de 0,29 ponto percentual, seguido por Saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,16% e contribuiu com 0,16 ponto percentual, puxado por produtos farmacêuticos (1,77%), após autorização de reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril. Nos demais grupos, as variações ficaram entre 0,06% em Educação e Transportes e 0,65% em Artigos de residência.

O grupo Transportes desacelerou na passagem do mês, de 1,64% em março para 0,06%, devido, especialmente, à queda de 14,45% no preço das passagens aéreas. Soma-se também a queda de 1,13% no subitem ônibus urbano, em função, principalmente, de gratuidades e reduções de tarifas aos domingos e feriados em São Paulo, Salvador, Fortaleza, Vitória, Curitiba, Brasília, Belém e Belo Horizonte. No lado das altas, os combustíveis se destacam, apresentando alta de 1,80%, com a gasolina subindo 1,86%, desaceleração em relação a março, quando subiu 4,59%. Óleo diesel e etanol subiram 4,46% e 0,62%, respectivamente.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,81% em abril, 0,10 p.p. abaixo do observado em março (0,91%), acumulando alta de 4,11% nos últimos 12 meses, acima dos 3,77% dos 12 meses imediatamente anteriores.

No acumulado do ano, o índice soma alta de 2,60%. Em 12 meses, o IPCA chegou a 4,39%, acima dos 4,14% registrados no período imediatamente anterior.

    

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